Fevereiro 24, 2018

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Energia brasileira é uma das mais caras do mundo

A energia do Brasil é a quarta mais cara do mundo, a despeito da enorme vantagem de uma matriz diversificada. Na ótica das empresas, o custo da eletricidade compromete a competitividade do País inteiro. Para especialistas, o mercado livre pode ser uma solução para o problema ao permitir uma economia de algo entre 10% e 20% no preço da tarifa.

O mercado livre é um sinal de maturidade de uma economia e, para os consumidores, significa racionalidade de compra e liberdade de escolha. Não há nada melhor do que poder negociar o próprio contrato, mas o ambiente de contratação livre (ACL) ainda esbarra em dificuldades que vão da limitação de um marco regulatório engessado que distorce a concorrência até o peso da carga tributária que responde por mais de 45% do preço final da conta de luz.

No mercado cativo, a geração, transmissão e distribuição dependem de concessões do governo para que empresas explorem hidrelétricas, térmicas, eólicas e outras fontes energéticas. O mercado livre, por sua vez, abre espaço para outros agentes, como empresas autogeradoras, que podem vender seu excedente e consórcios donos de matrizes como pequenas centrais hidrelétricas (PCH), além de comercializadores especializados no segmento.

Há em torno de 150 mil indústrias de perfil de consumo elevado no Brasil que não fazem parte do mercado livre. Estimativas dão conta que, se pequenas indústrias e grandes comércios tivessem mais flexibilidade de migração, o mercado livre passaria dos atuais 28% para até 46% do total de consumidores. E, se fosse baixado o limite mínimo de 500 kW para 300 kW, a participação poderia subir a 58%.

No Brasil, quase 60% dos contratos são firmados em prazos longos, acima de quatro anos. Assim, os preços futuros dependerão da sazonalidade da produção e da estimativa de consumo. Portanto, quanto melhor é o planejamento de uso, maior é a capacidade de prever o custo exato da energia, cujos preços não dependem de indexação à inflação.